Não se pode negar que, de todos os personagens, o pedestre é o que mais se arrisca no trânsito. Claro que há ciclistas, motociclistas e, até mesmo, alguns animais, mas o pedestre está entre as maiores vítimas do pesado tráfego paulista.
Talvez por imprudência de motoristas, excesso de velocidade de motociclistas e até mesmo por desatenção dos próprios, mas os pedestres são metade das vítimas do trânsito.
Aí eu me pergunto, porque, sabendo disso, os pedestres continuam “jogando com a sorte”? Sabendo que andar pela cidade é, praticamente, brincar de “roleta-russa”, porque seguem tentando o suicídio ao atravessar fora da faixa? Pressa? –“Vou logo aqui em frente mesmo”.
O que os faz pensar que os motoristas respeitarão seu direito de ir e vir, fora da faixa, se já não o respeitam sobre a faixa? Durante a hora do rush (o dia inteiro), somos agraciados com um festival de imprudência e falta de educação. Motoristas atravessam o farol vermelho, fecham cruzamentos e param sobre a faixa, pois sabe como é:-“tenho pressa”. E quando pensamos que a culpa é unicamente dos motorizados, vemos lá os malucos atravessando onde bem entendem, entre carros, a dois passos da faixa, andando fora da calçada (onde há camelôs não há calçadas), e ainda querem ter o direito de reclamar. ABRAM O OLHO.
Minha resolução de ano-novo é atravessar mais na faixa de pedestre até isso se tornar um hábito, pois não quero ter de dizer aos meus filhos e sobrinhos o enfadonho: -“façam o que eu digo não o que eu faço”.
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